quarta-feira, 26 de março de 2014

As tecnologias na escola e a responsabilidade




"No final da semana passada, as escolas receberam um e-mail da Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) anunciando que o acesso a determinadas redes sociais e aplicações, tais como o Youtube, passava a estar "limitado a uma utilização máxima", ou o Facebook, Instagram e Tumblr, que ficariam indisponíveis durante toda a manhã até às 13:30 e depois do almoço teriam também um "limite de utilização máxima"."
"No colégio Projeto Âncora, em Cotia, na Grande São Paulo, inspirado na Escola da Ponte, de Portugal, a postura é trabalhada desde o primeiro dia. Na escola, os alunos aprendem, entre outras coisas, a levantar a mão antes de falar e são responsáveis por definir sua agenda. "Eu que organizo meu dia, não faço tudo bagunçado. Acho que aprendo mais", conta a aluna Maria Laura Gimenes, de 10 anos.
Os estudantes decidem em assembleias as regras da escola. "O uso do celular na escola teve cinco assembleias. Discutimos se teríamos autonomia para saber qual a hora de usar e vimos que não fazia sentido trazer", diz Giulia Jacobete, de 14 anos."
Perante estes dois exemplos concretos, nem creio necessárias mais explicações. Não estão aqui em causa as regras estabelecidas para a utilização das tecnologias na escola, mas sim a forma como a elas se chega e os seus efeitos práticos em cada um dos casos. 
Se no primeiro caso os alunos aprenderão que a maior vantagem de haver regras é a possibilidade de as quebrar, no segundo aprenderam que a maior liberdade não é a que resulta da ausência de regras, mas sim da responsabilidade de as construir em conjunto.
Os alunos da escola Âncora não são diferentes dos nossos, apenas têm acesso a formas responsabilizadoras de educação.  A educação "para os valores" só pode ser algo sério quando antes de atender a terceiros, implica a construção de uma consciência e cultura de responsabilidade e participação. Dar esmolas para aliviar a consciência, como vejo por aí, é outra coisa... 





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